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Garrafas de cerveja

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das razões da sua existência nas obras.

Todos conhecem a famosa «meia-cana» (que é só um quarto de cana) moldada pelo arrastar do lateral das garrafas de cerveja na camada de enchimento, para assentamento de telas de impermeabilização.

Nós, já tínhamos visto as «caricas» das cervejas (vulgo: «cápsulas»; no Porto, «sameiras»; no Rio de Janeiro, «chapinhas») substituírem as «buchas de expansão com prego de polipropileno para fixação de poliestireno extrudido».

Agora descobrimos, que para além da tampa e da superfície de revolução o volume destas garrafas não serve só para entulho (atiram-se muitas para junto dos drenos, no perímetro das caves) de facto, a sua medida (33 cl) é usada para outro fim (bastante tecnológico). Na argamassa posta sobre os sistemas de pavimento radiante, o aditivo para melhor condução térmica, deve ser na proporção de 0,3 litros por cada saco de cimento (50kg).

Um maravilhoso objecto de design, verdadeiro canivete suiço (ou melhor, português), verdadeira ferramenta de trabalho.

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É boa

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Muito boa a aguardente da D. Rosa. Aprovada por unanimidade.

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Aguardente

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5 litros de novas esperanças.

Esta semana,

(em que fomos quase «boxeurs»

e descrentes no estado da coisa)

mesmo assim, ofereceu-nos qualquer coisa:

- 5 litros de aguardente caseira da D. Rosa;

de Ponte da Barca trouxemos, ainda muitas

-paisagens

das que não cabem nos bolsos

-o azul de uma quase-piscina

entre o betão ferido,

o escuro (demais)

da lacagem do alumínio,

o empeno das serralharias

a pedir um vidro torcido,

o não encontrar

um fornecedor de basalto…

No fundo os mais desamores

da obra que se faz

remendam-se com a

esperança da

obra que ainda não é

sequer projecto.

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Soalho

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Ou só azeite?

Às vezes os desejos misturam-se em combinações inesperadas.

Quando não há alinhamento, mostra-se orgulhosamente o (nosso) desalinhamento.

A fronteira é essa espécie de linha fractal que se aceita pela sua natural anormalidade.

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Parece mesmo

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O vizinho perguntou: «Isto vai ficar bem?»

(Sinceramente?)…

Não sabemos….

Tchiu!

Cala-te!

(Que dirá ele quando o voltarmos a ver?)

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