AUZprojekt

Casa Dr. Reginaldo Spenciere

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‹‹NOMEADOS PRÉMIOS CONSTRUIR`08

O atelier AUZprojekt é nomeado para a categoria:

MELHOR PROJECTO PRIVADO com a obra Casa Dr. Reginaldo Spenciere››

Naufrágio

A cozinha e área social foram montadas em cima para usufruir das vistas sobre o mar (e da luz que reflecte); o quarto, do único habitante permanente, é um beliche colocado ao nível do sótão (ainda, mais horizonte); inversão que liberta o nível de entrada para polivalências de fazer arrastar paredes. Pode-se ser quase tudo, no contacto com o terreno, que quis ser duna.

Na praia, somos relaxados e não andamos vestidos, o (traje) tradicional fica descontextualizado. O projecto é essa procura particular que se liberta do pensamento geral, que já não serve (para pensar). Afinal, esta é uma casa para um imigrante, que às vezes pode receber amigos ou familiares.

Alinhamentos, cércea e inclinação são definidos pela construção adjacente, só as varandas prescindem de área, por torção da figura tridimensional fixada na quarta maqueta. A construção (imagem que encontrámos) é um penedo onde vêm ter elementos-materiais soltos trazidos pelas ondas. Na surpreendente lógica dos destroços sobre a areia.


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em italiano

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La cucina e l’area sociale sono collocati nel piano superiore per godere della vista sul mare, inversione che permette al livello d’ingresso una versatilità di far trascinare pareti. Dopo tutto, questa è una casa per un immigrato che talvolta riceve amici o parenti. Allineamenti, altezza e inclinazione sono definiti dall’edificio contiguo, solo i balconi prescindono d’area , per torsione della figura tridimensionale fissata nel quarto plastico. La costruzione (immagine trovata) è una roccia dove giungono elementi-materiali sciolti portati dalle onde. Nella sorprendente logica dei relitti sulla sabbia.

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na obra à noite

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geotermia

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a casa como bolbo.

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Preencher

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com madeira

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Radiante

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o sol e o piso.

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Vidros

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caixilhos e paisagem.

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Em busca do basalto

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perdido.

Após 2 semanas de intensa procura de calceteiros capazes de colocar 120 metros quadrados de basalto (dos açores) restos do Porto 2001 encontramos a obra ainda sem vidros. Talvez seja a última visita sem eles, sem que o espaço se plastifique de reflexos (e pó colado). A menina encontra-se, agora, ao estilo cretense e os caixilhos  abandonados a um sem sentido  escultural.  O bordo da quase piscina (no seu quase azul) marca a cota de referência do terreno e já deixa a casa pousar.

Isto está quase poético, mas…

Afinal isto não é um site de bebidas alcoólicas.

É mesmo basalto.

São mesmo homens.

Nada é estranho

à beira mar.

(As pessoas até andam sem roupa!)

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era uma parede…

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muito engraçada.

só tinha xisto

não tinha mais nada…

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Postal

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de Natal.

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Estranhar o óbvio

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cozinhar em obra

e desenformar o bolo

(o buraco do bolo)

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Quando os tijolos aparecem na obra

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aproxima-se a prenhez da estrutura.

Ficam aqui lembranças; do corpo da rapariga, antes da deformação.

(Ainda com algum acne.)

A menina escultura vai ser uma mulher!

(Que ninguém vos engane: “Uma casa nunca é virgem.”)

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Quase

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só betão.

E a envolvente.

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O espaço…

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conquista-se.

De escoras em punho.

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O fim da estrutura

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e o tradicional pinheiro.

Uma senhora entrou na obra e perguntou: Qual o significado do pinheiro?

É que acabada a estrutura já só falta enfeitar.

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O vizinho e o muro

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O sr. Evaristo está contente.

E nós também.

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O rigor dos toscos

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Devemos ser os únicos a ainda estar nas mãos dos operários.

Apresentamos aqui o que não conseguimos fazer em maqueta.

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Da madeira nasce o betão

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até parece “escolinha”

Cofragem do muro sul. (Há uma dentada que não se vê e que faz toda a diferença.)

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Parece mesmo

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O vizinho perguntou: «Isto vai ficar bem?»

(Sinceramente?)…

Não sabemos….

Tchiu!

Cala-te!

(Que dirá ele quando o voltarmos a ver?)

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Pagar Promessas

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O prometido é devido.

O muro ficou bem.

Hoje temos de levar uma Super grade.

Para segurança

do próximo muro.

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