AUZprojekt

bombar (e dormir) fora

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ou em scanning.

As viagens são em trabalho.

São como uma ida ao hiper-mercado para encher a despensa.

Para deixar lá as certezas e aprender que as casas e as cidades não são “o programa”, nem “a ideia”, nem “o conceito”.

Dos Lugares ficam impressões que nos ajudam a apanhar-los:

Aqui o branco é inexistente

e a massa de terra-lixo

molda um território sempre encoberto

e peso do ar faz-nos dormir.

Os sonhos demoram

talvez presos no trânsito.

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Quando os tijolos aparecem na obra

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aproxima-se a prenhez da estrutura.

Ficam aqui lembranças; do corpo da rapariga, antes da deformação.

(Ainda com algum acne.)

A menina escultura vai ser uma mulher!

(Que ninguém vos engane: “Uma casa nunca é virgem.”)

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Quase

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só betão.

E a envolvente.

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fluviais

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vulgo: pluviais.

ex: Este tubo é de águas fluviais.

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O espaço…

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conquista-se.

De escoras em punho.

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O fim da estrutura

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e o tradicional pinheiro.

Uma senhora entrou na obra e perguntou: Qual o significado do pinheiro?

É que acabada a estrutura já só falta enfeitar.

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Em alemão

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acerca dos III

Escrito algures:

“Doch es geht noch revolutionärer. Das Architekturbüro AUZprojekt ruft die Lissaboner sogar zu den Waffen. Jeder solle sich eine der 39.873 leerstehenden Flächen erobern, ruft AUZprojekt uns zu. Als Waffe sei jedoch nur der Bleistift erlaubt, mit dem jeder Mensch seine Ideen und Visionen entwickeln könnte. Ein paar Inspirationen haben die 14 anderen Gewinner des Wettbewerbs ja schon geliefert, aus Leerflächen “Orte des Möglichen” zu machen.”

(O tradutor automático não me ilucidou plenamente.)

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A contaminação

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dos Não-Lugares.

Gozava eu, no anonimato de um alfa-pendular, da leitura de um livro que adquirira previamente para o efeito…

(Ciente da inequação da soma do seu valor com o bilhete versus as despesas de uma viagem de carro. E pensando: Que outro lugar poderá permitir um mergulho tão profundo nestas páginas? – Numa casa de férias; por certo o barulho das aves ou das árvores distrair-me-iam, ou então, o peso próprio do silêncio, ou a gula e a proximidade da cozinha.)

quando… a serenidade, que já durava hora e meia, foi interrompida, pela escuta da conversa duma senhora, que na janela do lado oposto da fila da frente, obrigava a outra a ler as notícias do seu jornal. (Ai, o meu horror às agendas mediáticas!) Assim, após comentar um estranho funeral, lá veio a notícia de abertura e o seu julgamento moral, não se inibiu de dizer, bem alto: “Era a morte!” e logo: “Andou a gozar connosco!” “Até foi para Fátima, fazer sei lá o quê?” (Será de fazer ressaltar o pormenor da senhora que se via mais directamente interpelada ter sobre as coxas uns apontamentos do Ministério da Justiça, provavelmente dirigidos a Oficiais de Justiça.) Obviamente, ninguém se opôs às suas razões, ou tentou mostrar outras visões, e havia mais passageiros visivelmente incomodados. Nem a senhora do Ministério da Justiça.

Como nos últimos tempos aprendi a não ter vergonha pelos outros, pois isso é puro preconceito, e cada um tem direito à sua opnião, em público, ou na televisão, pensei… em como poderia salvar meia carruagem deste espectáculo? Engendrei levantar-me e dizer-lhe: “Ela devia era ter matado os três filhos, para a estória ficar ainda melhor e a senhora mais revoltada!.” Só a ira se sobrepõe à ira. Não fiz nada. Cheguei e meti-me numa anónima viagem de metro. (Mesmo assim tive de fazer batota, porque reconheci uma cara, que não cumprimentei.)

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Embriagada

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vulgo, embargada.

ex.”Queria-me embriagar a obra!”

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Um cínico regresso

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de boas férias

Visto as informações do nosso período de relaxe anual não se encontrarem ainda processadas, indicamos  aqui,  o caminho para o quimo, da nossa apresentação no Passos Manuel… roadtowonderland.

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Outdoor

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Ou porta-fora?

Aditamento à memória descritiva.

Dada a dificuldade de explicar este projecto, demos connosco a reflectir nos objectivos essenciais da proposta:

  1. Fazer lembrar que o enunciado do concurso poderia levar as propostas a caírem na tentação de participarem no apagar da leitura geral da cidade. Serem uma espécie de arquitectura – distracção. «Olha para aqui, e não para ali.».
  2. Denunciar o perigo dessa táctica política, dentro das técnicas urbanísticas correntes.
  3. Ainda mais virtual (e perigoso) de que o projecto como espectáculo serão os concursos como espectáculo!

Portas-fora nada!

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Soalho

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Ou só azeite?

Às vezes os desejos misturam-se em combinações inesperadas.

Quando não há alinhamento, mostra-se orgulhosamente o (nosso) desalinhamento.

A fronteira é essa espécie de linha fractal que se aceita pela sua natural anormalidade.

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vestoria

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vulgo vistoria

(às casas e aos carros).

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muciço

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vulgo maciço

ex: «betón muciço».

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O vizinho e o muro

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O sr. Evaristo está contente.

E nós também.

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tipógrafo

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vulgo topógrafo

enganam-se sempre

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20 minutos

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AUZ no Passos Manuel.

É já amanhã.

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óleo

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de entrada

vulgo hall, ou vestíbulo.

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O rigor dos toscos

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Devemos ser os únicos a ainda estar nas mãos dos operários.

Apresentamos aqui o que não conseguimos fazer em maqueta.

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Da madeira nasce o betão

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até parece “escolinha”

Cofragem do muro sul. (Há uma dentada que não se vê e que faz toda a diferença.)

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