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Radiante

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o sol e o piso.

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Garrafas de cerveja

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das razões da sua existência nas obras.

Todos conhecem a famosa «meia-cana» (que é só um quarto de cana) moldada pelo arrastar do lateral das garrafas de cerveja na camada de enchimento, para assentamento de telas de impermeabilização.

Nós, já tínhamos visto as «caricas» das cervejas (vulgo: «cápsulas»; no Porto, «sameiras»; no Rio de Janeiro, «chapinhas») substituírem as «buchas de expansão com prego de polipropileno para fixação de poliestireno extrudido».

Agora descobrimos, que para além da tampa e da superfície de revolução o volume destas garrafas não serve só para entulho (atiram-se muitas para junto dos drenos, no perímetro das caves) de facto, a sua medida (33 cl) é usada para outro fim (bastante tecnológico). Na argamassa posta sobre os sistemas de pavimento radiante, o aditivo para melhor condução térmica, deve ser na proporção de 0,3 litros por cada saco de cimento (50kg).

Um maravilhoso objecto de design, verdadeiro canivete suiço (ou melhor, português), verdadeira ferramenta de trabalho.

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Frissura

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vulgo: «fissura»

Ex. «Abriu ali uma frissura.»

(Talvez da hibridação de friso com fissura.)

Não é defeito, fica feitio.

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Vamos escrever na paisagem

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(sobre a sua inversão)

Focamos a paisagem longínqua e aceitamo-la, sem reservas:

o monte que recorta desigualmente o céu e a terra;

as árvores mais densas à esquerda;

as diferenças bruscas nas cores.

Tudo num aleatório natural,

divinalmente dado.

a composição não é posta em causa.

(porque, aqui também, não há causas?)

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Vidros

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caixilhos e paisagem.

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